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domingo, 18 de maio de 2025

Resenha de "Assassinato na Família" | Cara Hunter


📚: Assassinato na Família

✍🏽: Cara Hunter


Parece que agora o meu novo gênero favorito é thriller. Confesso que estou viciada em ouvir podcasts e assistir documentários sobre true crime, culpados por me levar a viciar em um thriller investigativo de ficar doida.


Sem dúvidas, Cara Hunter sabe como escrever um suspense investigativo formidável.

"Assassinato na Família" me surpreendeu do início ao fim, escrito no formato de um documentário televisivo com direitos a todos os detalhes da produção e filmagem desse projeto.


Em 3 de dezembro de 2003, Luke Ryder é encontrado morto no jardim de sua casa. Na época do crime foi realizada uma investigação policial, porém estavam lidando com muitas variáveis. Nessa noite, Luke estava cuidando de seu enteado mais novo, tendo sua esposa ido a uma festa e suas enteadas ao cinema com amigos.

Quando as crianças voltam do cinema, encontram o corpo de Luke nas escadas do jardim. Ninguém viu nada e não havia câmeras na rua que pudessem identificar algum suspeito.

Vinte anos depois, com o caso ainda em aberto, Guy Howard (enteado do falecido Luke Ryder), juntamente com uma produtora, decidem produzir uma série documental reunindo uma equipe de profissionais - com detetives, jornalistas e antigas testemunhas - para investigar e reunir pistas do que aconteceu na fatídica noite em que destruiu a Família Howard.


Esse, com certeza, virou uma das minhas histórias favoritas. Pense na quantidade de fofoca reunida em um só lugar. Cada revelação te deixa de queixo caído.

Confesso que logo no início já descobri o plot twist final, foi uma dedução óbvia para mim (e está registrado em um áudio em que mandei para meu noivo kk), porém mesmo sendo óbvio é algo em que não queremos acreditar, então testei outras teorias também. No entanto, acertei mesmo assim.




 

sexta-feira, 28 de março de 2025

A Natureza da Mordida 🍃

A Natureza da Mordida 🍃

Carla Madeira

A escrita da Carla sempre me surpreende, pois começo a ler e parece que aquelas palavras são confusas e não vão me levar a lugar algum, mas a escritora sempre usa uma palavra ou uma frase que te fisga e te promete um bom desfecho, algum desfecho.

A Natureza da Mordida, sendo o segundo livro que li dela, não é tão emocionante quanto Tudo é Rio, ele fala sobre saudade, sobre amor, sobre luto e a dor do abandono. Carla nos entrega mais de uma história na trama e de uma forma tão crua, uma forma que chega a te deixar incomodado.

Esse livro me tocou. A história da Olívia me tocou, sabe, entendo ela de muitas maneiras, mas ao mesmo tempo julgo algumas de suas escolhas, assim como, acredito eu, que ela também julgaria algumas de minhas escolhas se soubesse de minha história.

Percebi que o maior sentimento descrito nessa narrativa é a necessidade de ter tempo. Tempo para amar, tempo para aceitar e perdoar. Tempo para nos conhecer e nos aceitar. E de fato, às vezes me pego sem conseguir respirar porque parece que não terei tempo para fazer tudo o que almejo, nessa parte entendo a Biá.

Contudo, depois de fisgado, a narrativa se torna fluida, você anseia por saber o motivo da Rita ter mandado a Olívia embora e o porquê do Téo ter ido embora. Kkk e aí vem o acontecimento que te deixa embasbacado e desesperado por achar que não vai saber o que aconteceu.

Na verdade, estou assim agora, porque ainda não terminei de ler, mas eu simplesmente precisava escrever. Coloquei no Skoob que por mim essa história já terminava aqui em seus 80%, porque no final é sobre isso, é sobre querer o que a todo instante a Biá nos alerta a história toda. Queremos demais, queremos explicações que às vezes não é da nossa conta, mesmo que acreditamos com toda força ser, afinal, eu também fui atingida por isso.


#anaturezadamordida

#resenha

#livros

Já conhece essas histórias?